1.3.05

Parte 5 - Curiosidade Maldita

- Você vai continuar calado até quando? – dizia Maise ao seu filho Andy, asperamente.
O menino após ter entrado no carro, não havia proferido nem um sequer suspiro, muito menos havia dirigido o olhar à mãe. Maise, percebendo o drama ao qual estava envolvida, diminuiu a velocidade do carro, encostando-o no acostamento.
- Andrew. Olha, a mamãe já falou por diversas vezes. Desculpe-me.
O menino não se movia. Direcionou os olhos a um ponto fixo, e ali os repousou, sem sequer diferir um simples movimento.
- Você sabe que eu sou uma pessoa atribulada. Cheia de problemas e complicações no trabalho. Tudo o que eu mais queria, era ter chego a tempo de levá-lo à feira que você tanto queria. Filho, escute-me – Maise puxou-o para si. O garoto fitou-a lentamente. – Desculpa a mamãe, vai?
- Tudo bem Mãe – disse Andy, ainda que em tom robótico. – Não se preocupe. Haverá outras oportunidades.
Maise sorriu e o abraçou um pouco desconcertada, pois teve de admitir a qualidade de sua criação, já que era evidente o caráter maduro que Andy apresentava. Estava um grande homem de nove anos.
Estavam em direção de casa, quando Maise sentiu o telefone celular vibrar na cintura. Quem seria àquela hora da noite? Estacionou o carro do lado de fora da garagem e fez um sinal para que Andy descesse. Olhou o visor do aparelho e constatou que havia uma mensagem: “Maise, descobri algo. Por favor, ligue-me o mais rápido que puder. Louise”.
- Andy!- gritou Maise, com a cabeça para fora da janela do carro. – Filho, a mamãe vai dar uma saída rápida. Tem massa dentro do micro-ondas. Alimente-se bem e escove os dentes.
Tudo o que Maise pode assistir foi a porta de sua casa sorrir para ela, em uma batida forte.


- Por pouco que você não leva uma multa senhora! – gritou o gari, que mais assobiava que falava.
- É, realmente – disse Louise, abrindo rapidamente a porta de seu carro, preocupada com o movimento à sua volta.
Deu a partida rapidamente, engatou a marcha e saiu em uma ópera de pneus. Estava dirigindo-se para seu apartamento. O ar estava quente, mesmo àquela hora da noite. Louise se arrependeu de não ter isolado seu apartamento com o fungicida, a fim de espantar os mosquitos. Aquela seria uma noite e tanto, ou melhor, a noite de caça aos mosquitos. Estacionou o carro, pegou a sua maleta, e subiu as escadas imundas do velho prédio em cerca de três segundos. Quando abriu a porta de seu apartamento, não suportou o imenso cheiro de mofo que exalava do local.
- Ai, que horror! – disse Louise, em voz alta, na intenção de quebrar a longínqua atmosfera pútrida que insistia em permanecer.
Sentou-se no sofá, retirou os sapatos, arremeçando-os longe, e abriu sua pasta.
- Quanto papel! Puxa! – suspirou. – Bem, vamos ver, por onde começar...
Louise folheava as apostilas de casos, as quais estavam destacadas por urgência. Foi logo para as marcadas de cor verde. Havia três delas. O restante era alternado entre duas amarelas e três vermelhas. Sua pasta de couro localizava-se na beirada do sofá, prestes a cair. E foi realmente, o que ocorreu. Quando caiu, a pasta cuspiu temerosamente um envelope. Louise o buscou. Não havia nada escrito na parte externa, apenas um asterisco em tinta vermelha, na parte superior esquerda. Maise abriu o envelope. Maldita curiosidade.
- Meu Deus! O que será isso? Mas por quê...
Rapidamente, procurou pela folha de telefones que havia lhe sido dada pela secretária do departamento. Discou inúmeras vezes para o celular de Maise, o qual insistia em direcionar a ligação para a caixa postal. Escreveu uma mensagem. Maise teria que ver aquilo de qualquer jeito, caso contrário, Louise estaria tremendamente enrascada. Recordou-se dos preceitos que haviam sido ditados pelo chefe, e refletiu que seria importante sua parceira ajudá-la a decifrar aquele quebra-cabeça fresquinho que se encontrava em suas mãos. Louise, já podia sentir o aroma arcano dilatando tenebrosamente em volta daquelas imagens fotografadas com filme barato.

29.1.05

Visto que o discurso havia terminado e que as dúvidas já haviam sido respondidas, todos se levantaram tomando cada um o seu rumo, exceto Louise que permanecera na sala, ela precisava comsultar uns arquivos e arrumar a papelada . Maise foi a primeira sair e logo que cruzou a porta da sala de reuniões tirou rapidamente da cintura o celular que vibrava pela enésima vez.
- Oi Vivian, algum problema?!Ele voltou?? – disse Maise para sua irmã com a voz quase rouca.
- Ah Maise, não é por isso que eu estou te ligando, meu Deus!...você esqueceu, não é??Ah não Maise! Você jurou pra ele! Se eu fosse você pensaria em algo, e muito rápido... –seguido de um suspiro profundo.
- Ai Droga!!...mas que droga!Andy!...a feira, a promessa – dizia Maise,batendo com a mão na testa – eu sabia que tinha esquecido alguma coisa, eu realmente prometi ao Andy que o levaria naquela feira de animes. Ok, Vivi..estou indo para aí, chegarei o mais rápido possível. Vou ver se a Betty tem algum bolinho lá no buffê, ih, mas já passam das 17 horas... Diga ao Andy que...bom, não diga nada, não vai adiantar. Até daqui a pouco Vivi...
A essas alturas Maise já estava no estacionamento do departamento, viera correndo da sala de reuniões, parecia uma uma louca correndo com aquele salto, aquela saia justa que não lhe permitia dar passos muito largos. Mas ela percebera que havia pisado na bola com seu filho,e isso não poderia ter acontecido, afinal ele a fez prometer que passariam um tempo juntos no aniversário dele e que iriam juntos a tal feira de animes. E ela prometeu, e mais uma vez promessa quebrada. Maise arrancou com o carro do estacionamento quase atropelando um motociclista, desviando dos carros furando faróis. Ela sabia que abusava da sua sorte e do ser cargo de Agente do FBI.

- - - - - - - - - - - - - - - - - -
Louise permanecera na sala de reuniões por algum tempo. Quando a secretária do departamento apareceu Louise parecia estar num estado de transe, estava sentada na cadeira, imóvel, seus olhos fixos em algum ponto da sala. A mulher precisava arrumar a papelada da próxima reunião que Carlos havia marcado com os novos funcionários. Louise despertou co o barulho da porta batendo, a rajada de vento que fez com que a porta batesse também espalhou os papéis que estavam sobre a mesa. A secretária percebendo o desepero de Louise agaixou-se, recolhendo os papéis que estavam ao seu alcanse, e muito rapidamente os papéis já estava todos amontonados em cima da mesa novamente. A jovem detetive os guardou dentro da bolsa desajeitadamente, e percebendo que sua presença ali não seria necessária muito menos últil,sorriu amigavelmente para a jovem secretária e agradeceu a ajuda e desculpou-se pela bagunça. Em passos rápidos ela logo cruzou a porta sala, e seguindo pelo enorme corredor que dava para o hall de entrada do prédio ela pode avistar seu carro estacionado debaixo da placa “PROIBIDO ESTACIONAR, SUJEITO À MULTA”.


14.1.05

PARTE 3 - Preceitos pra o próximo ano


- Uma das qualidades que obviamente são requisitadas por este departamento de investigação, é a pontualidade. Neste quesito Louise, você está sendo desprivilegiada em menos 15 pontos – falou Carlos, em uma tentativa remota de dar as boas-vindas.
Louise retomou o fôlego que havia sido extraído no trajeto até o departamento. Minuciosamente, seus olhos esquadrinharam as pessoas que se encontravam naquele local, e procurando aliviar a tensão evidente em sua face, sorriu levemente para todos.
- Olá, eu sou Maise. Seja bem-vinda – Maise aproximou-se da novata, e estendeu a mão em um gesto de solidariedade, afinal, percebera a leve confusão instantânea que pairava no escritório, o típico deslocamento físico e psicológico que permeia em situações como aquela. Alguém tinha que fazer algo.
- É um prazer... Conhecer todos vocês. Espero que sejamos grandes parceiros – disse Louise, adiantando-se.
- Muito bem, feitas as formalidades, está na hora de discutirmos o que realmente é de interesse geral. Primeiramente, gostaria que todos se sentassem – disse Carlos, preparando-se para o discurso insinuante habitual.
Todos se sentaram em um baque surdo e disciplinado. Junto à dupla de mulheres, havia outra, os agentes Maikel Curt e Ethan Laon. Louise encontrava-se de frente para Maise, que freqüentemente desviava a atenção ao discurso do chefe, e dava umas olhadelas em seu Pager. Todos pareciam compenetrados ao sermão de Carlos, que proferia as palavras lenta e astutamente. Estavam sendo discutidos todos os preceitos básicos e as normas que seriam levadas a rigor no próximo ano. Seriam oferecidos cursos de especialização e viagens para o exterior. A questão seria: teriam os agentes tempo suficiente para cumprir os desejos intelectuais do chefe?
Carlos falou por 30 minutos consecutivos, e quando tudo indicava uma pausa ao direito a perguntas, ele seguia, sem se preocupar com a opinião alheia.
- Portanto, neste novo ano que segue, devemos estar atentos a dois preceitos básicos, que servirão como tema para este departamento: disciplina e comunicação. De nada adianta as duplas seguirem rumos opostos. Não estamos aqui para nenhum tipo de competição, mas sim, para um trabalho conjunto, ordenado e esclarecido. Soluções serão compartilhadas e opiniões estudadas por cada um. Nada de interferências que não tragam algum tipo de deliberação benéfica. Entenderam? Está na hora de delimitar metas, e cumpri-las. Conhecimento, observação e desempenho. Alguma dúvida?
Todos se entreolharam. Louise pigarreou, e proferiu:
- Gostaria de saber qual é o limite de pontos.
Carlos sorriu ironicamente. Louise tentou acenar com a mão esquerda ao lado da cadeira, mas sua tentativa falhou. Não era de bom grado sua parceira instituir uma nova regra ao acaso, a partir de uma fábula inócua e fantasiosa proferida pelo chefe. E se ele realmente tirasse proveito da situação? O fato era que, Maise conhecia Carlos muito bem, e não aprovou o modo como os lábios do chefe sarcasticamente exibiam os dentes superiores.

29.11.04

PARTE 2


Louise pára diante da porta que leva ao quintal da casa, não podendo deixar de sorrir levemente ao ouvir o policial embaraçar aquele médico petulante. Nessas horas é que me pergunto, por que não fiquei em Centerville...Refletiu pressionando os dentes no lábio inferior. Louise se perguntava por que tudo naquela cidade parecia estranho: as pessoas, os cachorros, a arquitetura, os casos, haja vista o que acabara de investigar. Quem poderia maquinar uma morte tão cafona? Ingerir soda cáustica como se fosse pó efervescente não era uma maneira tão criativa de morrer, era? Contudo, as preocupações que fossem direcionadas aos responsáveis pela autópsia. Antes de colocar a mão na maçaneta da porta, resolveu que aquele homem vestido de branco, que se dizia ser médico, deveria ouvir mais algumas palavras:
- Você acha que ele pode ter ingerido sozinho ou foi indução?
- Eu não sei. Isso é trabalho para um detetive – respondeu Conrad, fitando a moça friamente. – Aliás, não perguntei por que você está aqui.
- Por mera curiosidade.
- E que curiosidade!
- O que você está querendo dizer? Pelo o que sei, o responsável por este caso é o agente Flinks, que, era de se esperar que já estivesse aqui.
- Você vem de um ritmo diferente, não é mesmo? Em Centerville, não há tantos casos para resolver como aqui. Provavelmente, Flinks deve estar em outro local, analisando outras pistas, e você, poderia adiantar o trabalho.
A face de Louise ruborizou-se de tanta raiva. Que homenzinho insolente!
- Se interessa a você saber, eu já recolhi as provas necessárias. O que me preocupa agora é quando os responsáveis pela perícia tornarão as coisas mais fáceis.
Conrad calou-se enquanto movia lentamente o corpo do defunto para o lado.
- Temo que está não foi a única forma que o nosso amigo aqui faleceu – disse Conrad, olhando para os policiais que isolavam a área.
- Como assim? Está querendo dizer que esta não é a causa de sua morte? Que pode ser outra?
- Somente uma análise precisa poderia identificar.
- Sim. Já era de imaginar, uma vez que os médicos não são videntes.
O que era para soar tenebroso e ameaçador transformou-se em um leve sorriso nos lábios do receptor da mensagem. Conrad estava gostando do atrevimento e da inteligência da novata. Entreolharam-se rapidamente, um tentando descobrir o que o outro estava pensando. Louise checou o relógio no pulso e verificou que estava no horário que havia marcado com Carlos. Precisaria interromper aquele judô verbal com o homem de branco e seguir seu caminho. Não causaria uma boa impressão atrasar-se no primeiro dia de trabalho, e contando que o trânsito de Conectcity não era lá tão amistoso, o melhor a fazer era dar o fora o mais rápido possível. Dirigiu-se para a porta quando ouviu a voz do médico:
- Espero que tudo corra bem nas suas investigações.
- O mesmo para você – disse ela, amenizando a expressão severa do rosto. – Creio que ainda nos veremos.
- Aposto que sim.
Louise dirigiu-se para a porta de saída. Teve de contornar as faixas amarelas que circundavam a casa, e avistando seu carro a 300 m de onde estava, percebeu que aquele seria um longo e exaustivo dia.

27.11.04

Continuação - parte 1

Enquanto isso, do outro lado da cidade, mais uma vítima é encontrada. O pessoal da perícia já podia ser visto no local juntamente com os policiais. Mas lá dentro, junto ao corpo já estava Louise Jones, agente contratada para ajudar Maise nas investigações.
Jones era uma mulher razoavelmente alta, de cabelos curtos e negros, não tão bela e feminina quanto Maise, mas não menos misteriosa.
Jones analisava o corpo como se fosse uma profissional, sua frieza despertou a curiosidade dos policiais que a observavam, e ainda mais porque eles sequer sabiam quem era a moça, afinal ela já estava ali quando chegaram. Então eis que lá de trás ouve-se uma voz em tom de deboche:
-Ora ora ora...você deve ser Louise Jones de quem Carlos tanto falou.E vejo que já foi apresentada ao morto – Sorriu ironicamente.
Jones levanta-se e caminha em direção ao homem de branco enquanto retira as luvas calmamente.
- E você é...? – espera uma reposta.
- Patrício Conrad, o médico legista responsável – Franzindo a testa – e pelo que sei a senhorita não é médica, não é mesmo?
- Não, não sou – Vira as costas e sai do pavilhão fétido e imundo, deixando o rapaz falando sozinho.
-Carlos só me arranja confusão mesmo! Onde já se viu convocar essa...essa menina pra trabalhar nesses casos tão sérios! – Sai resmungando e gesticulando feito um louco.
Alguém grita do meio do pavilhão:
-Calma Conrad, a moça não vai tomar o teu lugar não, ela não dorme com a chefona...hahahahaha!

24.11.04

O DIÁRIO DE SHAKESPEARE - PARTE 1


Àquela hora do dia, o escritório de Carlos Rinchfield estava sendo banhado pelos raios solares que, destemidos, infiltravam-se através da veneziana às suas costas. Ele balançava as mãos de um lado para o outro, tentando aliviar um possível ataque de ansiedade, que porventura, poderia agravar sua úlcera. Ele era um homem baixo, com olhos saltando para fora das órbitas, uma pequena saliência não possibilitava a correta regulagem dos suspensórios, e sua cabeça era revestida por apenas alguns fios grisalhos. Não era o tipo de homem que honrasse ao cargo que servia, pelo menos não fisicamente, fato esse que claramente não denunciava a capacidade profissional do sujeito.
- Eu não estou preocupado se a senhorita teve ou não como resolver esse caso. O fato que realmente me alarma é que, o tempo não é um agente passivo e, portanto, não se dará ao luxo de se limitar por seus caprichos – vociferou Carlos. Na verdade, ele não estava sentindo-se realmente à vontade com relação ao que estava fazendo. Rebaixar ou humilhar um de seus melhores profissionais não o deixava com a garantia de estar reverenciando às palavras “Diretor do Departamento de Investigação” que tilintavam na placa de identificação sobre sua mesa. Sempre fora adepto à filosofia de “eleve seus colaborados ao posto de chefia, pois somente assim, sentirão as responsabilidades necessárias para atender às suas mais severas expectativas”. Realmente, a situação presente não correspondia aos seus desejos mais intrínsecos.
- Eu o entendo perfeitamente Sr. Rinchfield. Porém às vezes sinto-me incapaz de reverter certos fatos que vão contra meus princípios – disse Maise Strawford.
- Em primeiro lugar, você tem que ter em mente os princípios básicos de nossa profissão. Devemos ser, sobretudo, frios e calculistas, caso contrário, pensaremos muito sobre coisas que são relevantes.
- Me desculpe. Realmente, eu não entendo o que se passou comigo.
- Me diga uma coisa Maise, e seja sincera – Carlos inclinou a cabeça para frente, com o olhar fixado nos olhos de Maise. – Por um acaso você não teve algum tipo de envolvimento maior com o autor desse caso, teve?
Maise sentiu seu estômago suspender-se em um salto, e tocar o músculo do lado esquerdo do tórax, e, de repente, voltar em um baque mudo para o seu local de origem. Isto lhe causou um certo desconforto. Ela engoliu em seco. Qualquer deslize no olhar, a faria cair em uma rede como um peixe recém–nascido. Tateou sua mente por uma resposta e vociferou:
- Lhe asseguro que não.
- Muito bem – disse Carlos, erguendo-se em um pulo. Amanhã você irá ter uma parceira. Ela está vindo de Centerville, espero que esteja aqui para as formalidades.
Carlos estendeu a mão direita na direção de Maise, que ainda estava se recuperando do que havia acabado de ouvir. Uma parceira? Ela acreditava que, duas cabeças pensam muito melhor que uma cansada e preocupada. Porém, estaria Carlos deixando de apostar em seu potencial? Havia anos que estava trabalhando sozinha, contando com apenas si mesma. Estaria ele subestimando os valores de Maise?
- Estarei – falou Maise, em um tom seco de descontentamento. O estrondo da porta de saída evidenciou as suspeitas de Carlos. Maise realmente havia ficado chateada com a idéia de ter uma parceira. Sinto muito Maise, mas levará algum tempo para retirar todo esse sentimentalismo de sua personalidade, divagou Carlos, esquadrinhando o movimento desordenado das pessoas além dos vidros fumê de sua sala.

23.11.04

OS MELHORES CONTOS DE SUSPENSE, E O MELHOR: ORIGINAIS!

Fique atento e acompanhe a evolução das historietas, publicando suas opiniões sempre que quiser!
Conselho: Tranque a porta de seu quarto antes de dormir, e verifique se tudo está
dentro do normal...