Parte 5 - Curiosidade Maldita
- Você vai continuar calado até quando? – dizia Maise ao seu filho Andy, asperamente.
O menino após ter entrado no carro, não havia proferido nem um sequer suspiro, muito menos havia dirigido o olhar à mãe. Maise, percebendo o drama ao qual estava envolvida, diminuiu a velocidade do carro, encostando-o no acostamento.
- Andrew. Olha, a mamãe já falou por diversas vezes. Desculpe-me.
O menino não se movia. Direcionou os olhos a um ponto fixo, e ali os repousou, sem sequer diferir um simples movimento.
- Você sabe que eu sou uma pessoa atribulada. Cheia de problemas e complicações no trabalho. Tudo o que eu mais queria, era ter chego a tempo de levá-lo à feira que você tanto queria. Filho, escute-me – Maise puxou-o para si. O garoto fitou-a lentamente. – Desculpa a mamãe, vai?
- Tudo bem Mãe – disse Andy, ainda que em tom robótico. – Não se preocupe. Haverá outras oportunidades.
Maise sorriu e o abraçou um pouco desconcertada, pois teve de admitir a qualidade de sua criação, já que era evidente o caráter maduro que Andy apresentava. Estava um grande homem de nove anos.
Estavam em direção de casa, quando Maise sentiu o telefone celular vibrar na cintura. Quem seria àquela hora da noite? Estacionou o carro do lado de fora da garagem e fez um sinal para que Andy descesse. Olhou o visor do aparelho e constatou que havia uma mensagem: “Maise, descobri algo. Por favor, ligue-me o mais rápido que puder. Louise”.
- Andy!- gritou Maise, com a cabeça para fora da janela do carro. – Filho, a mamãe vai dar uma saída rápida. Tem massa dentro do micro-ondas. Alimente-se bem e escove os dentes.
Tudo o que Maise pode assistir foi a porta de sua casa sorrir para ela, em uma batida forte.
- Por pouco que você não leva uma multa senhora! – gritou o gari, que mais assobiava que falava.
- É, realmente – disse Louise, abrindo rapidamente a porta de seu carro, preocupada com o movimento à sua volta.
Deu a partida rapidamente, engatou a marcha e saiu em uma ópera de pneus. Estava dirigindo-se para seu apartamento. O ar estava quente, mesmo àquela hora da noite. Louise se arrependeu de não ter isolado seu apartamento com o fungicida, a fim de espantar os mosquitos. Aquela seria uma noite e tanto, ou melhor, a noite de caça aos mosquitos. Estacionou o carro, pegou a sua maleta, e subiu as escadas imundas do velho prédio em cerca de três segundos. Quando abriu a porta de seu apartamento, não suportou o imenso cheiro de mofo que exalava do local.
- Ai, que horror! – disse Louise, em voz alta, na intenção de quebrar a longínqua atmosfera pútrida que insistia em permanecer.
Sentou-se no sofá, retirou os sapatos, arremeçando-os longe, e abriu sua pasta.
- Quanto papel! Puxa! – suspirou. – Bem, vamos ver, por onde começar...
Louise folheava as apostilas de casos, as quais estavam destacadas por urgência. Foi logo para as marcadas de cor verde. Havia três delas. O restante era alternado entre duas amarelas e três vermelhas. Sua pasta de couro localizava-se na beirada do sofá, prestes a cair. E foi realmente, o que ocorreu. Quando caiu, a pasta cuspiu temerosamente um envelope. Louise o buscou. Não havia nada escrito na parte externa, apenas um asterisco em tinta vermelha, na parte superior esquerda. Maise abriu o envelope. Maldita curiosidade.
- Meu Deus! O que será isso? Mas por quê...
Rapidamente, procurou pela folha de telefones que havia lhe sido dada pela secretária do departamento. Discou inúmeras vezes para o celular de Maise, o qual insistia em direcionar a ligação para a caixa postal. Escreveu uma mensagem. Maise teria que ver aquilo de qualquer jeito, caso contrário, Louise estaria tremendamente enrascada. Recordou-se dos preceitos que haviam sido ditados pelo chefe, e refletiu que seria importante sua parceira ajudá-la a decifrar aquele quebra-cabeça fresquinho que se encontrava em suas mãos. Louise, já podia sentir o aroma arcano dilatando tenebrosamente em volta daquelas imagens fotografadas com filme barato.
O menino após ter entrado no carro, não havia proferido nem um sequer suspiro, muito menos havia dirigido o olhar à mãe. Maise, percebendo o drama ao qual estava envolvida, diminuiu a velocidade do carro, encostando-o no acostamento.
- Andrew. Olha, a mamãe já falou por diversas vezes. Desculpe-me.
O menino não se movia. Direcionou os olhos a um ponto fixo, e ali os repousou, sem sequer diferir um simples movimento.
- Você sabe que eu sou uma pessoa atribulada. Cheia de problemas e complicações no trabalho. Tudo o que eu mais queria, era ter chego a tempo de levá-lo à feira que você tanto queria. Filho, escute-me – Maise puxou-o para si. O garoto fitou-a lentamente. – Desculpa a mamãe, vai?
- Tudo bem Mãe – disse Andy, ainda que em tom robótico. – Não se preocupe. Haverá outras oportunidades.
Maise sorriu e o abraçou um pouco desconcertada, pois teve de admitir a qualidade de sua criação, já que era evidente o caráter maduro que Andy apresentava. Estava um grande homem de nove anos.
Estavam em direção de casa, quando Maise sentiu o telefone celular vibrar na cintura. Quem seria àquela hora da noite? Estacionou o carro do lado de fora da garagem e fez um sinal para que Andy descesse. Olhou o visor do aparelho e constatou que havia uma mensagem: “Maise, descobri algo. Por favor, ligue-me o mais rápido que puder. Louise”.
- Andy!- gritou Maise, com a cabeça para fora da janela do carro. – Filho, a mamãe vai dar uma saída rápida. Tem massa dentro do micro-ondas. Alimente-se bem e escove os dentes.
Tudo o que Maise pode assistir foi a porta de sua casa sorrir para ela, em uma batida forte.
- Por pouco que você não leva uma multa senhora! – gritou o gari, que mais assobiava que falava.
- É, realmente – disse Louise, abrindo rapidamente a porta de seu carro, preocupada com o movimento à sua volta.
Deu a partida rapidamente, engatou a marcha e saiu em uma ópera de pneus. Estava dirigindo-se para seu apartamento. O ar estava quente, mesmo àquela hora da noite. Louise se arrependeu de não ter isolado seu apartamento com o fungicida, a fim de espantar os mosquitos. Aquela seria uma noite e tanto, ou melhor, a noite de caça aos mosquitos. Estacionou o carro, pegou a sua maleta, e subiu as escadas imundas do velho prédio em cerca de três segundos. Quando abriu a porta de seu apartamento, não suportou o imenso cheiro de mofo que exalava do local.
- Ai, que horror! – disse Louise, em voz alta, na intenção de quebrar a longínqua atmosfera pútrida que insistia em permanecer.
Sentou-se no sofá, retirou os sapatos, arremeçando-os longe, e abriu sua pasta.
- Quanto papel! Puxa! – suspirou. – Bem, vamos ver, por onde começar...
Louise folheava as apostilas de casos, as quais estavam destacadas por urgência. Foi logo para as marcadas de cor verde. Havia três delas. O restante era alternado entre duas amarelas e três vermelhas. Sua pasta de couro localizava-se na beirada do sofá, prestes a cair. E foi realmente, o que ocorreu. Quando caiu, a pasta cuspiu temerosamente um envelope. Louise o buscou. Não havia nada escrito na parte externa, apenas um asterisco em tinta vermelha, na parte superior esquerda. Maise abriu o envelope. Maldita curiosidade.
- Meu Deus! O que será isso? Mas por quê...
Rapidamente, procurou pela folha de telefones que havia lhe sido dada pela secretária do departamento. Discou inúmeras vezes para o celular de Maise, o qual insistia em direcionar a ligação para a caixa postal. Escreveu uma mensagem. Maise teria que ver aquilo de qualquer jeito, caso contrário, Louise estaria tremendamente enrascada. Recordou-se dos preceitos que haviam sido ditados pelo chefe, e refletiu que seria importante sua parceira ajudá-la a decifrar aquele quebra-cabeça fresquinho que se encontrava em suas mãos. Louise, já podia sentir o aroma arcano dilatando tenebrosamente em volta daquelas imagens fotografadas com filme barato.
